No berço a sepultura

No berço a sepultura Dentro do carrinhorepousa o bebêcheio de carinho. A mãe passa ao lado(fingindo não ver)de trapos largados. No meio da calçada,um velho mendigofez sua morada. “Quando foi o diaque a algo desse tipoperdeu-se a empatia?” Sentiu uma culpamaior, afinalquem a vida insufla lança a criaturanum destino semsaída de agruras.

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