Fé em vão III
Fé em vão III Está no vão que esqueçoo piso sob meus pés?Corro atrás de um tropeço em que não haja fé.
Fé em vão III Está no vão que esqueçoo piso sob meus pés?Corro atrás de um tropeço em que não haja fé.
Pra quê? … — Uma amiga minha que mora fora tem um monte de plantas na sacada. Até que dá um espaço interessante, principalmente quando estão grandes e florindo. Alivia um pouco a sensação de confinamento do apartamento, sabe? Mas eu não teria paciência. Imagina ter que ficar aguando aquilo, e podando e não sei
Fé em vão II Corro atrás de um tropeço pra ponta dos meus pés.Está no vão que esqueçoou no que não dei fé?
O discreto charme da fantasmagoria Enquanto lia na sala de espera, ouvi sem querer o que uma mulher conversava atrás de mim. Falava de um pai que saiu de moto às pressas carregando sua filha, uma criança de colo com uma febre que lhe queimava o corpo. A mãe ficou em casa, estava doente também.
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Fé em vão I Clamo por um começoem que não haja fé.Em vão, ainda anseioo piso sob meus pés.
Até a porta Estou deitado no quarto,a porta está do outro lado.Contemplo-a, quieta, de cá,não quero me levantar. Não sei se trancada ou sófechada… Enquanto não foraté lá eu ainda possosair, mas me cabe imporo se levantar a mim? Talvez nem essa perguntade minha alçada resulta.Contemplo-a, quieto, daqui.
Piscina Já há tempos sem cores,o mato tomou contados escorregadores, onde à beira da estradaclamam expectativashá muito desusadas. Me atento ao som dos carros— qual água ainda escorrendopelas curvas de plástico.
No escuro Enquanto tinha luz lá fora, ainda dava pra ler, depois só me restava ficar parado, olhando pro escuro. Mas não gostava de ficar com os meus pensamentos, que nunca saem do lugar. Se pensar fosse bom, a vida se bastaria. Pra que sair de casa, se envolver com pessoas, fatos, pra que ler
Desdita II A partir de hoje tomariamais cuidado, e refletiu sobrea quieta e cínica apatiado possível, do antes que fosse. Convicto deu um passo adiante,mas se deparou com o mesmoespelho. Fodido como antes,só a sorte teria peso. Mais cuidado! e refletiu sobresó a sorte. Teria pesoa quieta e cínica apatiado possível, do antes que fosse,
Desdita I Vejo-a do outro lado da rua,eficaz, mas rumo a outra porta.O horizonte brilha, me inunda,pois minha chance inda vigora. Apenas um conforto efêmero,todavia. É fácil não sero que a custo pode ocorrer— um mero artifício que invento. E o que não está do outro lado,mas caminhado para cá?Eu daqui a pouco. Num passoapertado,